segunda-feira, 30 de abril de 2012

Os Dez Mandamentos (versão revisada e ampliada)

Os Mandamentos abaixo elencados têm um denominador comum: todos já foram experimentados e estão sendo aplicados em diversas regiões do mundo, setores ou instâncias de atividade. São iniciativas que deram certo, e cuja generalização, com as devidas adaptações e flexibilidade em função da diversidade planetária, é hoje viável. O artigo é de Ladislau Dowbor. (Charge de Santiago).

Como sociedade, desejamos não somente sobreviver, mas viver com qualidade de vida, e porque não, com felicidade. E isto implica elencarmos de forma ordenada os resultados mínimos a serem atingidos, com os processos decisórios correspondentes. Os Mandamentos abaixo elencados têm um denominador comum: todos já foram experimentados e estão sendo aplicados em diversas regiões do mundo, setores ou instâncias de atividade. São iniciativas que deram certo, e cuja generalização, com as devidas adaptações e flexibilidade em função da diversidade planetária, é hoje viável. Não temos a ilusão relativamente à distância entre a realidade política de hoje e as medidas sistematizadas abaixo. Mas pareceu-nos essencial, de toda forma, elencar de forma organizada as medidas necessárias, pois ter um norte mais claro ajuda na construção de uma outra governança planetária. Não estão ordenadas por ordem de importância, pois a maioria tem implicações simultâneas e dimensões interativas. Mas todos os mandamentos deverão ser obedecidos, pois a ira dos elementos nos atingirá a todos, sem precisar esperar a outra vida.

Considerando que a obediência à versão original dos Dez Mandamentos foi apenas aleatória, desta vez o Autor teve a prudência de acrescentar a cada Mandamento uma nota de explicação, destinada em particular aos impenitentes.

I – Não comprarás os Representantes do Povo
Resgatar a dimensão pública do Estado: Como podemos ter mecanismos reguladores que funcionem se é o dinheiro das corporações a regular que elege os reguladores? Se as agências que avaliam risco são pagas por quem cria o risco? Se é aceitável que os responsáveis de um banco central venham das empresas que precisam ser reguladas, e voltem para nelas encontrar emprego?

Uma das propostas mais evidentes da última crise financeira, e que encontramos mencionada em quase todo o espectro político, é a necessidade de se reduzir a capacidade das corporações privadas ditarem as regras do jogo. A quantidade de leis aprovadas no sentido de reduzir impostos sobre transações financeiras, de reduzir a regulação de banco central, de autorizar os bancos a fazerem toda e qualquer operação, somado com o poder dos lobbies financeiros tornam evidente a necessidade de se resgatar o poder regulador do estado, e para isto os políticos devem ser eleitos por pessoas de verdade, e não por pessoas jurídicas, que constituem ficções em termos de direitos humanos. Enquanto não tivermos financiamento público das campanhas, políticas que representem os interesses dos cidadãos, prevalecerão os interesses econômicos de curto prazo, os desastres ambientais e a corrupção.

II – Não Farás Contas erradas
As contas têm de refletir os objetivos que visamos. O PIB indica a intensidade do uso do aparelho produtivo, mas não nos indica a utilidade do que se produz, para quem, e com que custos para o estoque de bens naturais de que o planeta dispõe. Conta como aumento do PIB um desastre ambiental, o aumento de doenças, o cerceamento de acesso a bens livres. O IDH já foi um imenso avanço, mas temos de evoluir para uma contabilidade integrada dos resultados efetivos dos nossos esforços, e particularmente da alocação de recursos financeiros, em função de um desenvolvimento que não seja apenas economicamente viável, mas também socialmente justo e ambientalmente sustentável. As metodologias existem, aplicadas parcialmente em diversos países, setores ou pesquisas.

A ampliação dos indicadores internacionais como o IDH, a generalização de indicadores nacionais como os Calvert-Henderson Quality of Life Indicators nos Estados Unidos, as propostas da Comissão Stiglitz/Sen/Fitoussi, o movimento FIB – Felicidade Interna Bruta – todos apontam para uma reformulação das contas. A adoção em todas as cidades de indicadores locais de qualidade de vida – veja-se os Jacksonville Quality of Life Progress Indicators – tornou-se hoje indispensável para que seja medido o que efetivamente interessa: o desenvolvimento sustentável, o resultado em termos de qualidade de vida da população. Muito mais do que o produto (output), trata-se de medir o resultado (outcome).

III – Não Reduzirás o Próximo à Miséria
Algumas coisas não podem faltar a ninguém. A pobreza crítica é o drama maior, tanto pelo sofrimento que causa em si, como pela articulação com os dramas ambientais, o não acesso ao conhecimento, a deformação do perfil de produção que se desinteressa das necessidades dos que não têm capacidade aquisitiva. A ONU calcula que custaria 300 bilhões de dólares (no valor do ano 2000) tirar da miséria um bilhão de pessoas que vivem com menos de um dólar por dia. São custos ridículos quando se considera os trilhões transferidos para grupos econômicos financeiros no quadro da última crise financeira. O benefício ético é imenso, pois é inaceitável morrerem de causas ridículas 10 milhões de crianças por ano. O benefício de curto e médio prazo é grande, na medida em que os recursos direcionados à base da pirâmide dinamizam imediatamente a micro e pequena produção, agindo como processo anticíclico, como se tem constatado nas políticas sociais de muitos países. No mais longo prazo, será uma geração de crianças que terão sido alimentadas decentemente, o que se transforma em melhor aproveitamento escolar e maior produtividade na vida adulta. Em termos de estabilidade política e de segurança geral, os impactos são óbvios. Trata-se do dinheiro mais bem investido que se possa imaginar, e as experiências brasileira, mexicana e de outros países já nos forneceram todo o know-how correspondente. A teoria tão popular de que o pobre se acomoda se receber ajuda, é simplesmente desmentida pelos fatos: sair da miséria estimula, e o dinheiro é simplesmente mais útil onde é mais necessário.

IV – Não Privarás Ninguém do Direito de Ganhar o seu Pão
Universalizar a garantia do emprego é viável. Toda pessoa que queira ganhar o pão da sua família deve poder ter acesso ao trabalho. Num planeta onde há um mundo de coisas a fazer, inclusive para resgatar o meio ambiente, é absurdo o número de pessoas sem acesso a formas organizadas de produzir e gerar renda. Temos os recursos e os conhecimentos técnicos e organizacionais para assegurar, em cada vila ou cidade, acesso a um trabalho decente e socialmente útil. As experiências de Maharashtra na Índia demonstraram a sua viabilidade, como o mostram as numerosas experiências brasileiras, sem falar no New Deal da crise dos anos 1930. São opções onde todos ganham: o município melhora o saneamento básico, a moradia, a manutenção urbana, a policultura alimentar. As famílias passam a poder viver decentemente, e a sociedade passa a ser melhor estruturada e menos tensionada. Os gastos com seguro-desemprego se reduzem. No caso indiano, cada vila ou cidade é obrigada a ter um cadastro de iniciativas intensivas em mão de obra.

Dinheiro emprestado ou criado desta forma representa investimento, melhoria de qualidade de vida, e dá excelente retorno. E argumento fundamental: assegura que todos tenham o seu lugar para participar na construção de um desenvolvimento sustentável. Na organização econômica, além do resultado produtivo, é essencial pensar no processo estruturador ou desestruturador gerado. A pesca oceânica industrial pode ser mais produtiva em volume de peixe, mas o processo é desastroso, tanto para a vida no mar como para centenas de milhões de pessoas que viviam da pesca tradicional. A dimensão de geração de emprego de todas as iniciativas econômicas tem de se tornar central. Assegurar a contribuição produtiva de todos, ao mesmo tempo que se augmenta gradualmente o salário mínimo e se reduz a jornada, leva simplesmente a uma prosperidade mais democrática.

V – Não Trabalharás Mais de Quarenta Horas
Podemos trabalhar menos, e trabalharemos todos, com tempo para fazermos mais coisas interessantes na vida. A sub-utilização da força de trabalho é um problema planetário, ainda que desigual na sua gravidade. No Brasil, conforme vimos, com 100 milhões de pessoas na PEA, temos 31 milhões formalmente empregadas no setor privado, e 9 milhões de empregados públicos. A conta não fecha. O setor informal situa-se na ordem de 50% da PEA. Uma imensa parte da nação “se vira” para sobreviver. No lado dos empregos de ponta, as pessoas não vivem por excesso de carga de trabalho. Não se trata aqui de uma exigência de luxo: são incontáveis os suicídios nas empresas onde a corrida pela eficiência se tornou simplesmente desumana. O stress profissional está se tornando uma doença planetária, e a questão da qualidade de vida no trabalho passa a ocupar um espaço central. A redistribuição social da carga de trabalho torna-se hoje uma necessidade. As resistências são compreensíveis, mas a realidade é que com os avanços da tecnologia os processos produtivos tornam-se cada vez menos intensivos em mão de obra, e reduzir a jornada é uma questão de tempo. Não podemos continuar a basear o nosso desenvolvimento em ilhas tecnológicas ultramodernas enquanto se gera uma massa de excluídos, inclusive porque se trata de equilibrar a remuneração e, consequentemente, a demanda. A redução da jornada não reduzirá o bem estar ou a riqueza da população, e sim a deslocará para novos setores mais centrados no uso do tempo livre, com mais atividades de cultura e lazer. Não precisamos necessariamente de mais carros e de mais bonecas Barbie, precisamos sim de mais qualidade de vida.

VI – Não Viverás para o Dinheiro
A mudança de comportamento, de estilo de vida, não constitui um sacrifício, e sim um resgate do bom senso. Neste planeta de 7 bilhões de habitantes, com um aumento anual da ordem de 75 milhões, toda política envolve também uma mudança de comportamento individual e da cultura do consumo. O respeito às normas ambientais, a moderação do consumo, o cuidado no endividamento, o uso inteligente dos meios de transporte, a generalização da reciclagem, a redução do desperdício – há um conjunto de formas de organização do nosso cotidiano que passa por uma mudança de valores e de atitudes frente aos desafios econômicos, sociais e ambientais.

No apagão energético do final dos anos 90 no Brasil, constatou-se como uma boa campanha informativa, o papel colaborativo da mídia, e a punição sistemática dos excessos permitiu uma racionalização generalizada do uso doméstico da energia. Esta dimensão da solução dos problemas é essencial, e envolve tanto uma legislação adequada, como sobretudo uma participação ativa da mídia.

Hoje 95% dos domicílios no Brasil têm televisão, e o uso informativo inteligente deste e de outros meios de comunicação tornou-se fundamental. Frente aos esforços necessários para reequilibrar o planeta, não basta reduzir o martelamento publicitário que apela para o consumismo desenfreado, é preciso generalizar as dimensões informativas dos meios de comunicação. A mídia científica praticamente desapareceu, os noticiários navegam no atrativo da criminalidade, quando precisamos vitalmente de uma população informada sobre os desafios reais que enfrentamos. A pergunta a se fazer a cada ato de conusmo, não é só se “é bom para mim”, mas se é bem para o planeta e o bem comum, e buscar um equilíbrio razoável. A opção individual é essencial, mas não suficiente.

Grande parte da mudança do comportamento individual depende de ações públicas: as pessoas não deixarão o carro em casa (ou deixarão de tê-lo) se não houver transporte público, não farão reciclagem se não houver sistemas adequados de coleta. Precisamos de uma política pública de mudança do comportamento individual.

VII – Não Ganharás Dinheiro com o Dinheiro dos Outros
Racionalizar os sistemas de intermediação financeira é viável. A alocação final dos recursos financeiros deixou de ser organizada em função dos usos finais de estímulo e orientação de atividades econômicas e sociais, para obedecer às finalidades dos próprios intermediários financeiros. A atividade de crédito é sempre uma atividade pública, seja no quadro das instituições públicas, seja no quadro dos bancos privados que trabalham com dinheiro do público, e que para tanto precisam de uma carta-patente que os autorize a ganhar dinheiro com dinheiro dos outros. A recente crise financeira de 2008 demonstrou com clareza o caos que gera a ausência de mecanismos confiáveis de regulação no setor. Nas últimas duas décadas, temos saltado de bolha em bolha, de crise em crise, sem que a relação de forças permita a reformulação do sistema de regulação em função da produtividade sistêmica dos recursos. Enquanto não se gera uma relação de forças mais favorável, precisamos batalhar os sistemas nacionais de regulação financeira. O dinheiro não é mais produtivo onde rende mais para o intermediário: devemos buscar a produtividade sistêmica de um recurso que é público.

A Coréia do Sul abriu recentemente um financiamento de 36 bilhões de dólares para financiar transporte coletivo e alternativas energéticas, gerando com isto 960 mil empregos. O impacto positivo é ambiental pela redução de emissões, é anti-cíclico pela dinamização da demanda, é social pela redução do desemprego e pela renda gerada, é tecnológico pelas inovações que gera nos processos produtivos mais limpos. Tem inclusive um impacto raramente considerado, que é a redução do tempo vida que as pessoas desperdiçam no transporte. Trata-se aqui, evidentemente, de financiamento público, pois os bancos comerciais não teriam esta preocupação, nem esta visão sistêmica. (UNEP,Global Green New Deal, 2009). Em última instância, os recursos devem ser tornados mais acessíveis segundo que os objetivos do seu uso sejam mais produtivos em termos sistêmicos, visando um desenvolvimento mais inclusivo e mais sustentável. A intermediação financeira é um meio, não é um fim.

Particular atenção precisa ser dada aos intermediários que ganham apenas nos fluxos entre outros intermediários – com papéis que representam direitos sobre outros papéis – e que têm tudo a ganhar com a maximização dos fluxos, pois são remunerados por comissões sobre o volume e ganhos, e geram portanto volatilidade e pro-ciclicidade, com os monumentais volumes que nos levaram por exemplo a valores em derivativos da ordem de 863 trilhões de dólares em junho de 2008, 15 vezes o PIB mundial. A intermediação especulativa – diferentemente das intermediação de compras e vendas entre produtores e utilizadores finais – apenas gera uma pirâmide especulativa e insegurança, além de desorganizar os mercados e as políticas econômicas (1).

VIII – Não Tributarás Boas Iniciativas
A filosofia do imposto, de quem se cobra, e a quem se aloca, precisa ser revista. Uma política tributária equilibrada na cobrança, e reorientada na aplicação dos recursos, constitui um dos instrumentos fundamentais de que dispomos, sobretudo porque pode ser promovida por mecanismos democráticos. O eixo central não está na redução dos impostos, e sim na cobrança socialmente mais justa e na alocação mais produtiva em termos sociais e ambientais. A taxação das transações especulativas (nacionais ou internacionais) deverá gerar fundos para financiar uma série de políticas essenciais para o reequilíbrio social e ambiental. O imposto sobre grandes fortunas é hoje essencial para reduzir o poder político das dinastias econômicas (10% das famílias do planeta é dono de 90% do patrimônio familiar acumulado no planeta). O imposto sobre a herança é fundamental para dar chances a partilhas mais equilibradas para as sucessivas gerações. O imposto sobre a renda deve adquirir mais peso relativamente aos impostos indiretos, com alíquotas que permitam efetivamente redistribuir a renda. É importante lembrar que as grandes fortunas do planeta em geral estão vinculadas não a um acréscimo de capacidades produtivas do planeta, e sim à aquisição maior de empresas por um só grupo, gerando uma pirâmide cada vez mais instável e menos governável de propriedades cruzadas, impérios onde a grande luta é pelo controle do poder financeiro, político e midiático, e a apropriação de recursos naturais.

O sistema tributário tem de ser reformulado no sentido anti-cíclico, privilegiando atividades produtivas e penalizando as especulativas; no sentido do maior equilíbrio social ao ser fortemente progressivo; e no sentido de proteção ambiental ao taxar emissões tóxicas ou geradoras de mudança climática, bem como o uso de recursos naturais não renováveis (2).

O poder redistributivo do Estado é grande, tanto pelas políticas que executa – por exemplo as políticas de saúde, lazer, saneamento e outras infra-estruturas sociais que melhoram o nível de consumo coletivo – como pelas que pode fomentar, como opções energéticas, inclusão digital e assim por diante. Fundamental também é a política redistributiva que envolve política salarial, de previdência, de crédito, de preços, de emprego.

A forte presença das corporações junto ao poder político constitui um dos entraves principais ao equilíbrio na alocação de recursos. O essencial é assegurar que todas as propostas de alocação de recursos sejam analisadas pelo triplo enfoque econômico, social e ambiental. No caso brasileiro, constatou-se com as recentes políticas sociais (“Bolsa-Família”, políticas de previdência etc.) que volumes relativamente limitados de recursos, quando chegam à “base da pirâmide”, são incomparavelmente mais produtivos, tanto em termos de redução de situações críticas e consequente aumento de qualidade de vida, como pela dinamização de atividades econômicas induzidas pela demanda local. A democratização aqui é fundamental. A apropriação dos mecanismos decisórios sobre a alocação de recursos públicos está no centro dos processos de corrupção, envolvendo as grandes bancadas corporativas, por sua vez ancoradas no financiamento privado das campanhas.

IX – Não Privarás o Próximo do Direito ao Conhecimento
Travar o acesso ao conhecimento e às tecnologias sustentáveis não faz o mínimo sentido. A participação efetiva das populações nos processos de desenvolvimento sustentável envolve um denso sistema de acesso público e gratuito à informação necessária. A conectividade planetária que as novas tecnologias permitem constitui uma ampla via de acesso direto. O custo-benefício da inclusão digital generalizada é simplesmente imbatível, pois é um programa que desonera as instâncias administrativas superiores, na medida em que as comunidades com acesso à informação se tornam sujeitos do seu próprio desenvolvimento. A rapidez da apropriação deste tipo de tecnologia até nas regiões mais pobres se constata na propagação do celular, das lan houses mais modestas. O impacto produtivo é imenso para os pequenos produtores que passam a ter acesso direto a diversos mercados tanto de insumos como de venda, escapando aos diversos sistemas de atravessadores comerciais e financeiros. A inclusão digital generalizada é um destravador potente do conjunto do processo de mudança que hoje se torna indispensável.

O mundo frequentemente esquece que 2 bilhões de pessoas ainda cozinham com lenha, área em que há inovações significativas no aproveitamento calórico por meio de fogões melhorados. Tecnologias como o sistema de cisternas do Nordeste, de aproveitamento da biomassa, de sistemas menos agressivos de proteção dos cultivos etc., constituem um vetor de mudança da cultura dos processos produtivos. A criação de redes de núcleos de fomento tecnológico online, com ampla capilaridade, pode se inspirar da experiência da Índia, onde foram criados núcleos em praticamente todas as vilas do país. O World Economic and Social Survey 2009 é particularmente eloquente ao defender a flexibilização de patentes no sentido de assegurar ao conjunto da população mundial o acesso às informações indispensáveis para as mudanças tecnológicas exigidas por um desenvolvimento sustentável.

X – Não Controlarás a Palavra do Próximo
Democratizar a comunicação tornou-se essencial. A comunicação é uma das áreas que mais explodiu em termos de peso relativo nas transformações da sociedade. Estamos em permanência cercados de mensagens. As nossas crianças passam horas submetidas à publicidade ostensiva ou disfarçada. A indústria da comunicação, com sua fantástica concentração internacional e nacional - e a sua crescente interação entre os dois níveis - gerou uma máquina de fabricar estilos de vida, um consumismo obsessivo que reforça o elitismo, as desigualdades, o desperdício de recursos como símbolo de sucesso. O sistema circular permite que os custos sejam embutidos nos preços dos produtos que nos incitam a comprar, e ficamos envoltos em um cacarejo permanente de mensagens idiotas pagas do nosso bolso. Mais recentemente, a corporação utiliza este caminho para falar bem de si, para se apresentar como sustentável e, de forma mais ampla, como boa pessoa. O espectro eletromagnético em que estas mensagens navegam é público, e o acesso a uma informação inteligente e gratuita para todo o planeta, é simplesmente viável. Expandindo gradualmente as inúmeras formas alternativas de mídia que surgem por toda parte, há como introduzir uma cultura nova, outras visões de mundo, cultura diversificada e não pasteurizada, pluralismo em vez de fundamentalismos religiosos ou comerciais.

O fato que mais inspira esperança é a multiplicação impressionante de iniciativas nos planos da tecnologia, dos sistemas de gestão local, do uso da internet para democratizar o conhecimento, da descoberta de novas formas de produção menos agressivas, de formas mais equilibradas de acesso aos recursos. O Brasil neste plano tem mostrado que começar a construir uma vida mais digna para o “andar de baixo”, para os dois terços de excluídos, não gera tragédias para os ricos. Inclusive, numa sociedade mais equilibrada, todos passarão a viver melhor. Tolerar um mundo onde um bilhão de pessoas passam fome, onde 10 milhões de crianças morrem anualmente de causas ridículas, e onde se dilapidam os recursos naturais das próximas gerações, em proveito de fortunas irresponsáveis, já não é possível.

Só para efeito de esclarecimento.

É preciso que o governo mude urgentemente seus conceitos de administração.

Atualmente todas as ações e praticas governamental estão a serviços da oligarquia. Os poderosos determinam os rumos a serem seguidos por aqueles que foram “escolhidos” pelo povo para gerir o estado.

Na economia o cartel impera; os grandes empresários juntos sucumbem os pequenos;

No social os ricos se beneficiam dos projetos e recursos e os pobres recebem esmola;

Na saúde, o SUS atende os interesses de hospitais e clinicas particulares conveniadas, mas não resolve as necessidades da população doente. Estas empresas mesmo cobrando particular ainda recebem do governo o mesmo atendimento de forma fraudulenta;







A hora é agora!

Ativismo na Rede!
"Nunca duvide que um pequeno grupo de pessoas conscientes e engajadas possa mudar o mundo; de fato, sempre foi somente assim que o mundo mudou." Fritjof Capra

quinta-feira, 26 de abril de 2012


NO PRÓXIMO SÁBADO, REUNIÃO DO PSC E PSDC NO ESRITÓRIO DO PRÉ CANDIDATO A PREFEITO DO PSC: JAIME BRITO, ÀS 19:30 H

Dicas para prevenir e controlar a hipertensão

Um hábito prático e saudável: para afastar o perigo da hipertensão, aposte nas caminhadas. Uma pesquisa da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP), da USP, comprovou que a caminhada reduz a pressão arterial na primeira hora e, o que é melhor ainda, essa queda se mantém nas 24 horas subsequentes. Atividades físicas regulares, principalmente as aeróbias, contribuem para a melhora de todo o sistema circulatório e pulmonar. Só tome cuidado com os exageros: antes de começar qualquer treino, procure um especialista e faça uma avaliação geral.

Hipertensão

Hoje, é o Dia Nacional de Combate à Hipertensão.
Vamos apoiar essa causa super importante.
A hipertensão é uma doença silenciosa que atinge 1 em cada 4 brasileiros.

Hoje, falaremos não só de dicas para prevenir, mas também dicas para controlar a hipertensão, fazer substituições no cardápio e muito mais.

Compartilhe saúde: encaminhe esse email para seus familiares e amigos.


O homem é de fé



O deputado federal Zequinha Marinho protocolou na noite de ontem, 24, requerimento de apoiamento a CPMI de Carlos Augusto Ramos, mais conhecido como Cachoeira.
O motivo que levou o parlamentar protocolar o documento somente no dia (24) foi a sua agenda de trabalho, no estado do Pará, o que ocasionou seu retorno ao Estado na quarta-feira (18) e as assinaturas foram colhidas na quinta-feira (19) .

quarta-feira, 25 de abril de 2012

PL 122 de 2006

por João Cruzué 

Há cinco anos venho escrevendo sobre as consequências da aprovação de uma Lei da "homofobia" no Brasil. Durante este tempo, venho me deparando com sofismas e verdades e a extensão do prejuízo do Pl 122/06 sobre a liberdade de evangelização da Igreja, é bem mais profunda do que você e eu imaginamos. 

Antes que o ex-ministro Fernando Haddad decidisse distribuir o kit gay para os adolescentes de todas as escolas do Brasil, o Blog Olhar Cristão já alertava sobre o que tinha acontecido no Chile cujo "Ministério da Educação" fez exatamente isso e eu publiquei em 2009 a tradução da carta, indignada e esclarecedora do Pastor Hector Muñoz Uribe , de Concepción/Chile. 

Também já escrevi sobre a decisão do conselho de Igrejas da Suécia, berço da Assembleia de Deus Brasileira, ajustando a liturgia evangélica de lá para as celebrações do casamento homossexual. 

Hoje, venho fazer um alerta muito maior. 

A potencial perda de imunidade tributária da Igreja brasileira (evangélica ou católica) perante a Receita Federal. Insanidade minha? Não! Depois que a lei de "homofobia" foi promulgada no Canadá, se a Igreja local for denunciada por qualquer ato "homofobico" (pregar a verdade bíblica sobre o comportamento homossexual, deixar de realizar cerimônia religiosa de "matrimônio" gay) ela está ameaçada de perder a imunidade tributária por "discriminação", perante a CRA - Canadian Revenue Agency, a receita federal canadense. Diante disso, algumas Igrejas daquele país estão levando em consideração ficar sem a imunidade em lugar de falsear a verdade bíblica. 

Dedico esta denúncia aos líderes evangélicos brasileiros que, de forma recorrente, têm ficado "quietinhos" enquanto as hostes espirituais da maldade estão organizando seus exércitos para desmoralizar a palavra de Deus escrita na Bíblia Sagrada. Na verdade não estamos lutando apenas contra as ideias de ativistas do gayzismo, pois eles são apenas a ponta do iceberg neste mundo temporal. O momento de tomar posição é agora, antes que o sagrado se torne sal velho. 

Posso descrever hoje o comportamento das lideranças indiferentes da Igreja evangélica brasileira, como a do comandante do poderoso Titanic, navegando presunçosamente em rota de colisão contra um insignificante "Pl.122" achando que estão seguros em um barco que Deus não deixará afundar. 

A Igreja (Presbiteriana) do Canadá já está fazendo água. Para não perder a imunidade do Imposto de Renda, mudou sua liturgia para "engolir" o casamento gay e baniu o livro de Romanos do púlpito. Nota: Aos céticos, recomendo fazer uma simples pesquisa (em inglês) nos sites de busca, para tomar conhecimento desta triste verdade. 

Reportagem encaminhada pelo irmão João Cruzué, do blog Olhar Cristão
 

terça-feira, 24 de abril de 2012

Palavras que edificam.

Filho meu, se aceitares as minhas palavras;
entesourares contigo os meus mandamentos,
para fazeres atento à sabedoria o teu ouvido,
e para inclinares o teu coração ao entendimento;
sim, se clamares por discernimento,
e por entendimento alçares a tua voz;
se o buscares como a prata,
e o procurares como a tesouros escondidos:
Então entenderás o temor do Senhor;
e acharás o conhecimento de DEUS.
Porque o Senhor dá a Sabedoria;
da sua boca procedem o conhecimento e o entendimento:
Ele reserva a verdadeira sabedoria para os retos;
e escudo para os que caminham em integridade,
guardando-lhes as veredas da justiça
e preservando "o caminho dos seus santos.
Então entenderás a retidão,
a justiça, a equidade e todas as boas veredas.
Pois a Sabedoria entrará no teu coração,
e o conhecimento será aprazível à sua alma;
o bom siso te protegerá e o discernimento te guardará,
para te livrar do mau caminho
e do homem que diz coisas pervesas;
dos que deixam as veredas da retidão;
para andarem "pelos caminhos das trevas;
que se alegram de fazer "o mal
e se deleitam nas pervesidades dos maus;
dos que são tortuosos nas suas veredas;
e iníquos nas suas carreiras;
e para te livrar da mulher estranha,
da estrangeira que lisonjeia
com as suas palavras;
a qual abandona "o companheiro da sua mocidade
e se esquece do concerto do seu DEUS;
pois a sua casa se inclina para a morte,
e as suas veredas para as sombras.
Nenhum dos que se dirigirem a ela tornará a sair,
Assim andarás pelo caminho dos bons,
e guardarás a vereda dos justos.
Porque os retos habitarão a terra,
e os íntegros permanecerão nelas.
Mas os ímpios serão exterminados da terra,
e dela os aleivosos serão desarraigados.

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Já leu a sua Bíblia hoje? [História]

Já leu a sua Bíblia hoje?????
Um discípulo chegou para seu mestre e perguntou:
- Mestre, por que devemos ler e decorar a Bíblia se nós não conseguimos  memorizar tudo e com o tempo acabamos esquecendo? Somos obrigados a  constantemente decorar de novo o que já esquecemos.
O mestre não respondeu imediatamente ao seu discípulo.
Ele ficou olhando para o horizonte por alguns minutos e depois ordenou ao  discípulo:
- Pegue aquele cesto de junco, desça até o riacho, encha o cesto de água e  traga até aqui.
O discípulo olhou para o cesto sujo e achou muito estranha a ordem do  mestre, mas, mesmo assim, obedeceu. Pegou o cesto sujo, desceu os cem  degraus da escadaria do mosteiro até o riacho,
encheu o cesto de água e começou a subir de volta.
Como o cesto era todo cheio de furos, a água foi escorrendo e quando chegou até o mestre já não restava nada. O mestre perguntou-lhe:
- Então, meu filho, o que você aprendeu?
O discípulo olhou para o cesto vazio e disse, jocosamente:
- Aprendi que cesto de junco não segura água.
O mestre ordenou-lhe que repetisse o processo de novo.
Quando o discípulo voltou com o cesto vazio novamente, o mestre  perguntou-lhe:
- Então, meu filho, e agora, o que você aprendeu?
O discípulo novamente respondeu com sarcasmo:
- Que cesto furado não segura água.
O mestre, então, continuou ordenando que o discípulo repetisse a tarefa.
Depois da décima vez, o discípulo estava desesperadamente exausto de tanto  descer e subir as escadarias.
Porém, quando o mestre lhe perguntou de novo:
- Então, meu filho, o que você aprendeu?
O discípulo, olhando para dentro do cesto, percebeu admirado:
- O cesto está limpo! Apesar de não segurar a água, a repetição  constante de encher o cesto acabou por lavá-lo e deixá-lo limpo.
O mestre, por fim, concluiu:
- Não importa que você não consiga decorar todas as passagens da  Bíblia que você lê, o que importa na verdade, é que através deste processo a sua mente e a sua vida ficam limpos
diante de Deus.
Já leu a sua Bíblia hoje?
Não deixe de ler a Palavra de Deus!!!
“Faze-me saber os Teus caminhos, Senhor, ensina-me as tuas veredas…”
Salmos 25:4

Site: Gotas de Bençãos
Um abraço!
por: Gotas de Bençãos

sábado, 21 de abril de 2012

Marcha contra corrupção reúne 3 mil em Brasília


Sob o impacto do escândalo envolvendo políticos com a organização criminosa comandada pelo bicheiro Carlinhos Cachoeira, cerca de três mil pessoas, pelos cálculos da Polícia Militar, participaram na manhã deste sábado da Marcha contra a Corrupção, na Esplanada dos Ministérios.
Entre os manifestantes havia muitos servidores públicos de categorias em greve, como a dos professores, além de jovens de cara pintada. A maior parte usava camisetas pretas.
Portando faixas e entoando palavras de ordem, os manifestantes protestaram contra a impunidade e o desvio de dinheiro público e pediram agilidade no julgamento do processo do mensalão, aberto em 2005 e até hoje tramitando no Supremo Tribunal Federal (STF). Alguns cartazes pediam a transformação da corrupção em crime hediondo. Não houve incidentes.
A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), seção do Distrito Federal, fez campanha pela marcha. O presidente da entidade, Francisco Caputo, ajudou a puxar a passeata, que percorreu o espaço da Esplanada onde milhares de pessoas se concentravam desde cedo para assistir aos shows e atividades relativas ao 52º aniversário de Brasília, comemorado no 21 de abril.


Comentário:

Está na hora do povo se unir e dizer chega!

Enquanto uma minoria usufrui de vantagens e regalias a custa dos nossos esforços para manter o Estado, a grande maioria vive a rotina da miséria sem o mínimo de dignidade e soberania.

Crápulas politiqueiros que deveriam representar o povo em busca de melhoria de vida para todos, invertem o papel favorecendo empresários corruptos e dedicam seus mandatos aos elementos nocivos da contravenção.

Vamos juntos dizer chega!




Gratidão




Na ultima quarta feira, recebi várias visitas e ligações de muitos irmãos e amigos todos mui chateados porque foram abordados por agentes de pesquisa eleitoral indagando-os: se a eleição a prefeito fosse hoje a qual desses nomes você votaria? Dos nomes da lista não constava o meu. Quero agradecer a todos pelo carinho e apoio e ao mesmo tempo tranqüilizá-los; não serão pesquisas tendenciosas que irão influenciar a vontade do nosso povo que anseia por dias melhores, pois, o nosso DEUS está no controle de tudo e de todos, portanto, se for da vontade dEle o resultado será positivo. Para os que estavam em dúvida, sou pré candidato a prefeito pelo PSC e se eleito formos estaremos a serviço de todos para o bem comum praticando a justiça de Jesus Cristo nosso salvador e senhor.

Em breve estaremos realizando o pré lançamento das candidaturas majoritárias e proporcionais do PSC e PSDC


Leituras bíblicas para cada dia

 
 
2012
 
Sáb., 21 de Abril
Jesus disse: «Não vos inquieteis quanto à vossa vida. Procurai primeiro o Reino de Deus e a sua justiça e tudo o mais se vos dará por acréscimo.»
Mt 6,25-34
 
Dom., 22 de Abril
Cristo ressuscitado abriu o entendimento dos seus discípulos para compreenderem as Escrituras e disse-lhes: «Assim está escrito que o Messias havia de sofrer e ressuscitar dentre os mortos.»
Lc 24,35-48
 
2ª-f., 23 de Abril
São Paulo escreve: Rezo para que o vosso amor aumente ainda mais e mais em sabedoria e em toda a espécie de discernimento, para vos poderdes decidir pelo que mais convém.
Fil 1,1-11
 
3ª-f., 24 de Abril
Estive sempre contigo, Senhor, e tu me conduziste pela mão e guiaste-me com o teu conselho.
Sl 73
 
4ª-f., 25 de Abril
S. MARCOS
Jesus disse: «Aquilo que nasce do Espírito é espírito. O vento sopra onde quer e tu ouves a sua voz, mas não sabes de onde vem nem para onde vai. Assim acontece com todo aquele que nasceu do Espírito.»
Jo 3,1-8
 
5ª-f., 26 de Abril
Jesus disse: «Eu vim lançar fogo sobre a terra; e como gostaria que ele já se tivesse ateado!»
Lc 12,49-53
 
6ª-f., 27 de Abril
Perdoai-vos mutuamente, como também Deus vos perdoou em Cristo.
Ef 4,25-32
 
Sáb., 28 de Abril
A compaixão do homem tem por objecto o próximo, mas a misericórdia de Deus estende-se a todo o ser vivo.
Ecli 18,8-14

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Quanto desperdício ao erário público.

Obras eleitoreiras de péssima qualidade.





O serviço de recuperação do acostamento da PA 140 vai se arrastando; da maneira como estão fazendo, não resistirá nem até as eleições deste ano, e o dinheiro público mais uma vez desperdiçado!



quarta-feira, 18 de abril de 2012

Para uns é o fim, para outros é o começo!


Fim do mundo – Dia de glória ou de fúria?
Um dos maiores medos da humanidade é o fim do mundo. O mundo vai mesmo acabar um dia? Podemos saber quando será o fim? O fim vai ser bom ou ruim? O Instituto Bíblico da BBN tem o prazer de anunciar o lançamento do curso: “
11400 A Doutrina da Escatologia”. Escatologia é o estudo dos eventos finais. Neste curso de seis lições veremos o que a Bíblia tem a dizer sobre o fim dos tempos. Para alguns o fim será glorioso, para outros, será trágico. Comece este curso e veja o que Deus tem a lhe dizer. Se você ainda não é aluno do Instituto Bíblico da BBN, inscreva-se grátis aqui.

Deus o abençoe!

Equipe do Instituto Bíblico da BBN

Deus abençoe você ricamente!

Equipe do Instituto Bíblico da BBN

terça-feira, 17 de abril de 2012

Do blog do Diego

Convocatória

Plano Diretor Santa Izabel
Na próxima segunda feira (23/04 as 09:00hs). no salão da igreja católica (matriz) será realizada a 2ª reunião para definir os integrantes das comissões que  irão coordenar a revisão do plano diretor urbano participativo de Santa Izabel. Participamos da 1ª e observamos que as comissões estão pensas tem mais integrantes do poder publico do que da sociedade civil. Convidamos todas as forças organizadas da cidade e interior, movimentos sociais, movimentos por direitos, sindicatos e partidos para participarem desse debate, vamos avaliar a Cidade que temos e propor a Cidade que queremos. O Plano Diretor de Santa Izabel para ser verdadeiramente democrático precisa da sua participação.

 
Comentário:
 
O município precisa está preparando para o crescimento. Para que este desenvolvimento aconteça é fundamental planejá-lo de forma participativa. Por isso, o Governo Municipal deve ser responsável e  transparente e convidar os cidadãos para participarem do planejamento de seu bairro, sua vila, seu distrito e seu município.Tentar discutir o Plano Direto de forma isolada sem a participação dos representantes da sociedade civil organizada e sem o conhecimento do povo, no mínimo escabroso e antidemocrático


Saiba o que é um Plano Diretor!

Plano Diretor. O que é?

Ajude a fazer o município de todos

Cantagalo está se preparando para um novo ciclo de crescimento. Para que este desenvolvimento seja includente e sustentável é fundamental planejar nosso Município de forma participativa. Por isso, o Governo Municipal está estimulado a mobilização da sociedade para elaborar esse planejamento.

O que é Plano Diretor?

O Plano Diretor é um instrumento para garantir a todos os cidadãos do município um lugar adequado para morar, trabalhar e viver com dignidade, proporcionando acesso á habitação adequada, saneamento ambiental, ao transporte e mobilidade, ao trânsito seguro e aos serviços e equipamentos urbanos. É o que determina a Constituição Federal e o Estatuto das Cidades.
Segundo o Estatuto das Cidades (Lei n°10.257/2001), os municípios devem planejar seu desenvolvimento por meio de um Plano Diretor. Esse planejamento precisa ser conduzido pela prefeitura, aprovado pela Câmara de vereadores e contar com o envolvimento de toda a sociedade em sua elaboração e implementação.

Por que fazer um Plano Diretor?

Para construir soluções para os problemas que afligem os moradores das cidades brasileiras, que cresceram de forma excludente e desequilibrada, penalizando principalmente a população mais pobre. A realização do Plano Diretor pelos municípios pode contribuir também para a construção da política municipal de desenvolvimento urbano.

Quem está obrigado a fazer o Plano Diretor até outubro de 2006?

O Plano Diretor deve ser obrigatoriamente aprovado na câmara municipal até outubro de 2006 nos municípios, com mais de 20 mil habitantes e naqueles situados em regiões metropolitanas ou aglomerações urbanas e também onde os Planos Diretores foram aprovados há mais de 10 anos.
Mas todo município, independentemente do seu tamanho, deve planejar seu desenvolvimento.

Quem faz o Plano Diretor?

Uma equipe da prefeitura, em conjunto com representantes da sociedade, conduz o Plano Diretor por meio de um processo democrático e participativo. Para que o plano se torne realidade e seja um instrumento eficaz de gestão e planejamento, é preciso que ele seja pactuado por todos os segmentos da sociedade e respaldado por uma ampla discussão no município.

Recomendações para fazer o plano

Participação em todas as etapas

Todo o processo do Plano Diretor deve ser acompanhando pela sociedade civil: leitura da realidade municipal, levantamento das potencialidades e conflitos, elaboração de propostas, pactuação de soluções, aprovação na câmara de vereadores, implementação e revisão - deve ter acompanhamento pela sociedade civil.

Informação com linguagem simplificada

O Plano Diretor deve utilizar uma linguagem simples, para facilitar a participação dos atores sociais envolvidos na sua elaboração.
Informação é fundamental para planejar. Por isso a elaboração do plano deve prever a atualização das informações territoriais, prediais e demográficas sobre a cidade, melhorando os cadastros, mapas e base de dados.

O lugar e a forma de ocupação do espaço para as atividades e segmentos sociais

Dentro do plano deve estar incluída a melhor forma de ocupação de cada área do município, seja ela urbana ou rural, privada ou publica,. Assim se define a função social da propriedade. Os instrumentos para implementar estas definições, assim como as formas de fiscalização e controle destas destinações, devem estar contidos no plano.

Terra para baixa renda

É preciso garantir no plano áreas bem localizadas na cidade para moradia de famílias de baixa renda e para suas atividades econômicas, promovendo a utilização de imóveis vazios servidos por infra-estrutura urbana, utilizando os instrumentos previstos no Estatuto da Cidade. A demarcação de Zonas Especiais de Interesse Social (ZEIS) no plano é fundamental para a implantação desta destinação.

Regularização e preservação

Deve-se prever a regularização das áreas consolidadas ocupadas por população de baixa renda, apontando os investimentos necessários para sua urbanização. Também é importante prever a preservação do patrimônio cultural, histórico e ambiental do município; integrar as normas e legislação federal e estadual, bem como os instrumentos e meios de controle.

Planos temáticos

É preciso definir as diretrizes e definir prazos para a elaboração de planos específicos para habitação, saneamento ambiental (água, esgoto, drenagem e resíduos sólidos), mobilidade urbana e transporte coletivo, dando especial atenção para a integração desses temas, principalmente o uso do solo e transportes.

Investimentos

O Plano Diretor também deve conter os instrumentos para o financiamento do desenvolvimento urbano. Deve definir fontes de recursos - com destaque para a política fiscal (IPTU, entre outros) - buscando a recuperação e a valorização de terras originadas por investimentos públicos. Deve também priorizar os investimentos, orientando a elaboração dos planos Plurianuais (PPA) e leis orçamentárias municipais.

Gestão

Devem ser criados fóruns e instrumentos de gestão e acompanhamento da implementação e revisão do Plano Diretor. Considerar os fóruns e conselhos e outros mecanismos participativos já existentes na cidade.

Prioridades e Implementação

O Plano Diretor precisa definir com clareza suas prioridades. As etapas de implantação, os recursos disponíveis, quem implementará e as formas de sua revisão periódica.

Integração

Na sua elaboração, o Plano Diretor deve levar em consideração as políticas estaduais, federais e regionais: a necessidade de uma gestão que compartilhe e coopere com os demais entes federativos, contando inclusive com a criação de consórcios públicos e considerando as particularidades de regiões metropolitanas, bacias hidrográficas, entre outros agrupamentos.

Como participar?

Isso depende do porte da cidade, do nível de organização locais; mas você pode participar por meio de oficinas, seminários, atividades de rua, conferencias sobre o tema e rodadas de discussão por bairro, distrito ou regiões.
E você não precisa pertencer previamente a nenhum conselho, entidade ou associação para participar do Plano Diretor, você conhece sua cidade, portanto pode e deve contribuir.
Procure a Prefeitura, a Câmara Municipal ou as entidades e associações de nosso Município.

Cuidado!


Nós estamos correndo risco!

Muita atenção para vivermos o dia a dia.

A qualquer momento algo de ruim pode a contecer conosco:

Sermos assaltado em casa, na rua ou no ônibus;

Sermos insultado por qual quer pessoa stressada;

Sermos enganados por qual quer pessoa de má imdole;

Até mesmos sermos assassinados por motivos fúteis

Jesus tem a explicação para isso:

 “E, por se multiplicar a iniqüidade, o amor de muitos esfriará.” Mateus 24:12



A televisão, o cinema, os jornais e as revistas estão tão carregados de sensualidade que estão afetando terrivelmente a vida espiritual da população. A profecia bíblica está sendo cumprida por essa situação, pois o amor está esfriando em muitos corações!



A Nova Ordem Mundial está chegando! Você está preparado?
 
Compreendendo o que realmente é essa Nova Ordem Mundial, e como está sendo implementada gradualmente, você poderá ver o progresso dela nas notícias do dia-a-dia!!
Aprenda a proteger a si mesmo e aos seus amados!
Após ler nossos artigos, você nunca mais verá as notícias da mesma forma.
Agora você está na
"THE CUTTING EDGE"
 
Fonte: http://www.espada.eti.br/n1087.asp

sábado, 14 de abril de 2012

Políticas Públicas

Como escolher um candidato



 Eleições Municipais


O ocupante de um cargo de prefeito ou de vereador é um procurador nosso para, em nosso nome, exercer um mandato, fixando normas e diretrizes para a comunidade.
 
Assim, os candidatos eleitos devem estar perfeitamente sintonizados com o pensamento, as idéias, os valores do eleitor.

As eleições municipais devem marcar o início de uma verdadeira ação política em defesa dos direitos dos menos favorecidos, bem como devem assegurar os direitos de todos, enquanto fontes norteadoras dos gastos públicos em consonância com a legislação, inclusive a de responsabilidade fiscal. Mais ainda em consonância com os ditames da moral.

Já se sabe que o dinheiro gasto pelo prefeito com a concordância dos integrantes da Câmara Legislativa, isto é, dos vereadores, são originados do recolhimento de impostos saídos do bolso de cada brasileiro. O mais miserável dos brasileiros paga impostos ao comprar meio quilo de feijão, farinha, ou qualquer alimento. Os impostos são recolhidos pelo Município, pelo Estado e pela União. E estes impostos depois retornam para serem gastos, por exemplo, com a educação, com a saúde, com a feitura de estradas. É dinheiro que pertence ao povo e deve ser gasto com o povo...

O prefeito não pode gastar as verbas públicas à toa. Há toda uma legislação apontando e orientando como cada prefeito deve gastar o dinheiro do povo. Infelizmente isto não tem impedido o exercício de corruptos e corruptores que vem enchendo seus bolsos com a grana do povo. Mas se isto acontece é por que cada cidadão não está fiscalizando o que lhe pertence, o que pertence à comunidade. E o cidadão que também não fiscaliza, fica em cima do muro, exerce também um tipo de crime: o crime de conivência com os atos ilícitos de autoridades.

Quando um Prefeito ou algum de seus subordinados autoriza que um carro leve um doente para receber tratamento médico em outra cidade, ele está fazendo uso do dinheiro do povo. Estará exercendo seu dever. E aquele doente está sendo beneficiado com o seu direito de acesso à saúde de qualidade. É a nossa Constituição que garante que todos os brasileiros devem ter acesso a boa educação, a boa saúde... O prefeito não faz favor algum. Faz apenas sua obrigação. Obedece à Constituição.

Os prefeitos e vereadores eleitos farão parte da vida de todos os eleitores, mesmo os que não votaram neles. Integrarão a comunidade camocinense. Serão os protagonistas da vida de cada eleitor. Daí a importância de escolher bem em quem votar para ocupar cargos municipais. Se o eleitor souber escolher bem os candidatos, a boa gestão pública fará parte integrante de suas vidas ou através de melhor educação e saúde, de melhores oportunidades de desenvolvimento, da implementação do turismo, de políticas de preservação do meio ambiente entre outras políticas públicas.

Em política, as eleições municipais são um trampolim para  o acúmulo de riqueza à custa do povo. Mas como escolher bem candidato à prefeito e a vereador? 

a)informe-se da vida passada do candidato. Examine o testemunho que ele dá em sua comunidade;

b) se ele já exerce ou exerceu algum cargo eletivo (prefeito, vereador, deputado, senador) procure se informar como votou nas questões da vida e da família;

c) verifique se o candidato está ou esteve envolvido em processo de corrupção e como se saiu;

d) informe-se sobre quem está apoiando o candidato. O adágio: “Dize-me com quem andas e dir-te-ei que és” aplica-se ao caso.

e) desconfie das campanhas milionárias. O eleito vai retirar o gasto da campanha de algum lugar. Esse lugar pode ser o seu bolso;

f) peça ao candidato que assuma um compromisso público, se eleito, de defender os seus direitos constitucionais e civis como membro de uma comunidade;

g) verifique se o candidato tem um patrimônio de acordo com seus ganhos, isto é, se depois que ele ocupou o cargo de prefeito ou de vereador o seu patrimônio cresceu como um passe de mágica. Pergunte quanto ganha o vereador e se o carro que ele usa está de acordo com seus ganhos, por exemplo.

h) finalmente dê seu voto consciente.  Exerça bem sua cidadania.  Seu voto é importante para o futuro da democracia, da vida e da família.

Diante da pressão de grupos e instituições, de corruptos e corruptores, teremos de contar com um Legislativo forte. 

Sabemos que a causa dos direitos é bem mais ampla. Problemas como o de crianças constrangidas à miséria, subnutrição, fome, injusta distribuição da riqueza, salários que não são pagos em dias, as crianças abandonadas e prostituídas, as drogas, professores mal pagos, hospitais ruins... “É impossível registrar de modo completo a vasta gama das ameaças à vida humana, tantas são as formas, abertas ou camufladas, de que se revestem no nosso tempo” .

Nosso esforço é  para elegermos, desde já, representantes com formação moral que, decididamente, defendam a vida, a família, os direitos e não se deixem levar pela ação do “lobby” a serviço dos que querem implantar a “cultura da riqueza a custa da miséria do povo”. 

Urge fazermos esforços para levar a todos informações que possibilitem o verdadeiro exercício da cidadania. Além disso, é preciso que o candidato assuma e cumpra o compromisso assumido na campanha política.

Não podemos continuar a assistir uma ‘farsa’: um candidato eleito que se comprometa a defender a justiça social e depois apresente projeto de lei a favor apenas dos mais ricos, dê seu voto pela aprovação desses projetos.

É importante escolher bem em quem votar. Os que já exerceram mandatos e colocaram sua aprovação nos projetos a favor da miséria do povo e os apoiados por estes, não podem merecer o voto dos que defendem a melhoria do povo.


O Poder Público em beneficio da Oligarquia


A Oligarquia izabelense está querendo tomar conta de tudo! Todas as vantagens econômicas e financeiras para um pequeno grupo de empresários e nada de bom e consistente para grande maioria que o é POVO. Todos os meios de produção e serviços estão sendo utilizados para fins políticos:
- Na saúde;
- No Transporte;
- Na Educação;
- No Meio Ambiente;
- Na Agricultura;
- Etc.


Voto de cabresto


O voto de cabresto é um sistema tradicional de controle de poder político através do abuso de autoridade, compra de votos ou utilização da máquina pública. É um mecanismo muito recorrente nos rincões mais pobres do Brasil como característica do coronelismo.
A figura do coronel era muito comum durante os anos iniciais da República, principalmente nas regiões do interior do Brasil. O coronel era um grande fazendeiro que utilizava seu poder econômico para garantir a eleição dos candidatos que apoiava. Era usado o voto de cabresto, onde o coronel (fazendeiro) obrigava e usava até mesmo de violência para que os eleitores de seu "curral eleitoral" votassem nos candidatos apoiados por ele. Como o voto era aberto, os eleitores eram pressionados e fiscalizados por capangas do coronel, para que votassem nos candidatos por ele indicados. O coronel também utilizava outros recursos para conseguir seus objetivos políticos, tais como compra de voto, votos fantasmas, troca de favores, fraudes eleitorais e violência.
No sistema político e eleitoral brasileiro, nos dias atuais, é muito difícil controlar o voto das pessoas. Mas há novos mecanismos de pressão que são usados. Por exemplo, anotar as secções em que os eleitores de uma determinada família ou localidade votam, para depois conferir se a votação do candidato correspondeu ao que se esperava dos eleitores. Embora não seja possível se determinar "quem" votou em "quem" por este método, ele é eficaz entre a população mais pobre como instrumento de pressão psicológica.
Mas há também o uso de poder das milicias, nas comunidades pobres, que obrigam os moradores locais a votar em quem eles querem, ou não permitem o voto em candidatos cujo a milicia não aceita; se a população não cumpre a milícia pode abusar do poder e causar mortes ou parar de "ajudar" os moradores.



Sistema Eleitoral

República das Oligarquias (1894/1930)
As oligarquias eram constituídas por grandes proprietários de terra e que exerciam o monopólio do poder local. Este período da história republicana é caracterizado pela defesa dos interesses destes grupos, particularmente da oligarquia cafeeira.

Os grupos oligárquicos vão garantir a dominação política no país, através do coronelismo, do voto do cabresto, da política dos governadores e da política de valorização do café.

Coronelismo e voto do cabresto
O sistema político da República Velha estava assentado ...

Entre no link abaixo e leia o restante deste texto

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Esquemas de corrupção dificulta o acesso do cidadão aos seus direitos


Nos órgãos governamentais em todos os setores está implantada a máfia do corporativismo e da burocracia que tem como finalidade rebaixar o cidadão comum e dificultar o acesso aos seus direitos: básicos, primários e vitais. É impressionante como tudo é difícil para o pobre. Se precisar de atendimento médico pelo SUS tem chegar ao hospital morrendo, caso contrário a consulta é paga; Para matricular os filhos na escola tem que aguardar a sobra; Para viajar até a capital tem que ir de coletivo em pé esmagado pela lotação e pagando caro acima do preço que deveria ser praticado; Se a renda for salário mínimo, mal dá para comprar alimentação; Na segurança pública, depende da sorte e da proteção divina; No lazer a opção é banho de igarapé poluído e festa de aparelhagem que só servem para desvio de conduta da juventude, os proporcionado caminhos tortuosos. Infelizmente a cultura folclórica original está sendo esquecida pelos mais antigos e desconhecida pelos mais jovens.

Nada que uma propina não resolva!

Infelizmente a famosa frase: molhar o pé da planta está prevalecendo. Que tremenda sacanagem!


 

O combate à corrupção nas prefeituras do Brasil

Por que esta cartilha foi escrita
Este texto tem como objetivo indicar caminhos que se podem trilhar no combate à corrupção. Ele é resultado da experiência bem sucedida da comunidade paulista de Ribeirão Bonito, da qual os autores participaram.
O testemunho sistemático de operações e atos suspeitos por parte de autoridades de Ribeirão Bonito, encabeçadas pelo então prefeito, levaram a organização não governamental Amigos Associados de Ribeirão Bonito (AMARRIBO) a liderar um movimento para o monitoramento, a cobrança e a contestação de atos das autoridades municipais, buscando para isso o apoio da comunidade.
Como resultado, o prefeito da cidade renunciou para não ser cassado, e hoje responde a diversos processos judiciais.
No curso do trajeto, os autores acumularam conhecimentos a respeito dos mecanismos empregados em fraudes municipais e dos instrumentos que se podem empregar para combatê-las.
A percepção pública é de que casos como o de Ribeirão Bonito não constituem exceção no Brasil. O acompanhamento e supervisão permanentes da conduta dos administradores públicos é uma forma essencial de controlar a corrupção. Para isso, é necessário informação. Por isso esta cartilha foi escrita.
Na primeira parte, descrevem-se os sinais típicos da presença de corrupção numa administração municipal, como identificá-los e quais as ações possíveis para combatê-la. A segunda parte relata a experiência de Ribeirão Bonito. A parte final reúne informações sobre instituições que podem ser acionadas para se contrapor à fraude, dispositivos legais pertinentes e outros dados.
Os autores agradecem à Ateliê Editorial a oportunidade da edição impressa, bem como às entidades e empresas que apoiaram a publicação e se dispuseram a disseminá-la mais amplamente. Agradecem também ao Instituto Ethos de Responsabilidade Social pelo apoio institucional prestado. Por fim, agradecem o empenho da Transparência Brasil na concretização deste projeto.

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